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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

BDSM: A MEDICINA E A PSICOLOGIA NÃO TEM A ÚLTIMA PALAVRA EM TERMOS DE SEXUALIDADE! (EM CONSTRUÇÃO)

BDSM E A CONCEITUAÇÃO MÉDICA!







BDSM E A ACEITAÇÃO DO PRÓPRIO CORPO! ( EM CONSTRUÇÃO)

ACEITANDO O CORPO QUE TEMOS!



CONSENSUALIDADE NO BDSM.

CONSENSUALIDADE NO BDSM.


Vamos refletir sobre a complexidade da palavra CONSENSUALIDADE e avaliar o significado do consentimento.
Consensual é um adjetivo de ambos gêneros que engloba tudo que se refere ao CONSENSO; concordar, permitir, acordos entre duas ou mais pessoas, aceitar, decidir, conformidade de pensamentos, desejos e escolhas.
Na comunidade BDSM, (SSC)= SÃO, SEGURO E CONSENSUAL, princípios estabelecidos como base de orientação para vivenciar o BDSM. O criador do SSC David Stein 1983, Stein afirma que o termo foi criado para distiguir, comportamentos abusivos e crimisos. Com o passar do tempo surgiram outras bases, para adequar aos desejos dos praticantes/ BDSM, podendo ser usados uma ou mais bases BDSM, tudo depende da avaliação dos riscos envolvidos, desejos e escolhas.
O QUE ESTAS SIGLAS TEM EM COMUM?
BDSM=B&D, D&S, S&M
Bases e Tríades do BDSM
SSC=SÃO SEGURO E CONSENSUAL.
SSS=SÃO, SEGURO E SENSUAL.
RACK= TARA CONSENSUAL CONSCIENTE DOS RISCOS( Risck-Aware, King).
RISSCK=FETICHE CONSENSUAL, SEGURO E SÃO COM RISCOS INFORMADOS.
PCRM=PRÁTICA CONSENSUAL COM RISCO MÍNIMO.
CCC=COMPROMETIDO COM O CONSENTIMENTO COMPASSIVO.
PRICK= CONJUNTO DE PRÁTICAS OU FETICHES CONSENSUAIS COM RESPONSABILIDADE PESSOAL INFORMADA
(PR, I , CK).
Tipos de relação BDSM
TPE=TROCA TOTAL PODER
EPE=TROCA DE PODER ERÓTICO
PPE=TROCA DE PODER PARCIAL.
Estas siglas e outras não mencionadas, estão em descristas com maior detalhes em sites, blogs, textos, para melhor compreensão, o foco aqui não abranger em específico todas essas siglas e sim seu ponto onde todas se encontram. Todas estão relacionadas, direta ou indiretamente com a CONSENSUALIADE.
Observando o comportamento humano, me atrevo a dizer, que muito antes do consensual "DIZER SIM", a alguém ou vivenciar os desejos e tudo aquilo que o BDSM nos permite, requer principalmente uma MENTE SÃ, que faz parte do S do SSC(SÃO),pouco abrangido.Ter uma mente SÃ é para tanto de quem Domina, quanto para quem se submete.
Vou citar um exemplo.
Suponhamos que um Top e bottom estão a se conhecer por um determinado periódo, resolvem abrir negociação para estabelecer uma relação ou sessões avulsas.... Sempre ouvimos exaustivamente no BDSM que tudo foi CONSENSUAL. Como podemos ter a exatidão que ambos, Top e bottom estão com seu PSICOLÓGICO SAUDÁVEL= S (SÃO), para
transferir ou trocar poder?
Cada indivíduo, possui o livre-arbítrio, ou seja, a capacidade de tomar suas próprias decisões e avaliar seus limites físicos e psicológicos.
"Como podemos identificar se um indivíduo, está apto ou não, para entregar sua CONSENSUALIDADE".
Mesmo que fossemos formados em psicologia e psiquiátrica , não é possível saber ou garantir certezas de 100% sobre a sanidade mental de alguém, se apresentar surtos ou mudanças bruscas, podemos visualizar que não está bem, e aquelas pessoas que vivem no seu silêncio, dificilmente se percebe algum desequilíbrio. Nem mesmo a própria pessoa que autoriza esse consentimento, não garante que seu psicológico, possa estar totalmente S=SÃO, para tomar decisões coerentes, sem de deixar levar, pela persuasão ou por seus próprios conflitos emocionais. A palavra CONSENSUAL, pode ser usada por uma mente insana ou inconsequente, seja Top ou bottom.
A mente humana é bastante complexa e, mesmo após anos de estudo, ainda não somos capazes de compreender todo o seu potencial. Filósofos, psicólogos e pensadores em geral já tentaram (alguns com êxito e outros nem tanto) decifrar a mente humana e suas oscilações.
CONSENSUALIDE BDSM, perante a justiça.
No direito penal, o consentimento CONSENSUAL, pode ser interpretado para burlar a culpa, sobre as responsabilidades. É avaliado em qual nível de consciência, foram acordados o "CONSENTIMENTO", e onde se tornou ineficaz.
Situações de CONSENSULADADE
1- Um bottom concordou, ingerir combustível fumando cigarro, lesões graves na boca e intervenção emergencial.
2-Após uma sessão de rapeplay (estrupo consensual), o bottom prestou queixa na Polícia.
3-Bottom permitiu de forma consensual, que o Top tivesse ascesso a sua conta bancária, após um tempo perdeu todas suas economias.
4-Top com problemas emocionais e pessoais que não era perceptivo, durante uma sessão, causou traumatismo, fraturas, dentes quebrados, cortes profundos. Relação D/s há um ano.
5-Tops e bottoms em uso de medicamentos psicoativas. Em tratamento de depressão ou doenças que possam alterar o emocial.
Mesmo na escolha de uma base do BDSM, onde se assume os riscos pessoais de todos os envolvidos, ainda sim esbarramos no princípio fundamentalista
S=SÃO = MENTE SÃ.
Por isso, é importante manter aos sinais de alerta, mudanças de comportamento, se as conversas estão coerentes e contínuas.
Ninguém está livre de passar por momentos de instabilidade e despertar o lado sombrio ou fragilidades, alvo fácil para gente inescrupulosa, alcançar seus objetivos e nem tão pouco servir para aliviar dos problemas pessoais.
Viver o que nos proibido nos causa excitação, pode despertar uma certa dose de adrenalina que proporciona bastante prazer.
VIVER É UM RISCO CONSTANTE.... VIVA.
Agradeço á TODOS pela apreciação do texto e suas colocações como forma de evoluir os pensamentos e aprendizado.
Grupos


CONSTANTINE ALMEIDA








sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

BDSM E O TERMO LITURGIA!

SOMOS PESSOAS RITUALÍSTICAS!


Desde os primórdios da história, o homem tem os rituais como forma de entender o mundo. Nas cavernas, enquanto chovia e relampejava o homem de neandertal acendia a fogueira e se ajoelhava, como mostram pinturas, mais tarde sacrifícios humanos e de animais como forma de aplacar a ira dos deuses e propiciar uma boa colheita. Somos seres ritualísticos!

O Brasil com a sua colonização católica- bem diferente da americana nas quais os peregrinos foram para formar uma Nova Inglaterra, marcadamente separatistas ingleses com influência profunda do protestantismo; a questão da liturgia é algo que impregnou a cultura brasileira, tanto é que o surgimento da umbanda um culto sincrético (que se amálgama) tem profunda estrutura litúrgica e se deu no Brasil, o neo-pentecostalismo junção da igreja evangélica com práticas de cultos afros e indígenas  possui uma estrutura litúrgica que é um tripé: prosperidade, exorcismo e ofertas, também se deu aqui! O brasileiro ama liturgia... Ou seja, somos um povo da liturgia, que abrange formas de comportamento e de como interpretar a realidade. Até hoje vejo pessoas que passam em frente a uma igreja católica e fazem o sinal da cruz, está tão arraigado que é automático.
(IMAGEM RETIRADA DO BLOG "DESEJO DE SER SUBMISSA"1)

No BDSM não foi diferente. Certo é que quando um determinado conhecimento e práticas são mais aprofundados em determinada cultura forma-se palavras para expressar sentimentos, utensílios e práticas, demonstrando que já foi absorvido pela estrutura psíquica de um povo. Os EUA, estão bem mais avançados em termos de conhecimento e práticas do BDSM, o acrônimo surgiu lá, contudo não é porque eu faço uso do termo liturgia dentro do BDSM, e não protocolos que eu estou errado e não sei nada de BDSM!
O termo surgiu no Brasil e se espalhou, mostrando uma adequação da palavra e o seu significado na compreensão do povo brasileiro dentro do BDSM. Ele tem uma significação muito ampla: vai desde a forma de um sub se comportar diante do seu Sr (a), de rituais - como o da coleira etc; até um estilo de vida bdsmer... Por causa do Brasil possuir esta raiz litúrgica, isto se amalgamou dentro de uma subcultura como o BDSM.

Uma vez vi um debate muito interessante em que se colocava a palavra liturgia no contexto religioso e como sendo um erro colocar fora deste... uma palavra ela tem vida própria, ela se expande e toma novas significações de acordo com o uso que fazemos dela. 

Usa-se liturgia dentro do BDSM no Brasil, nos EUA e na Europa, protocolos, rituais e estruturas (valores, regras etc), estamos errados por não seguirmos esses outros países: não! Só expressamos de uma forma diferente práticas que são semelhantes!

O BDSM não está em amarras muito pelo contrário, em franco desenvolvimento e estudo, a forma de praticar o BDSM aqui no Brasil  é diferente de como se pratica fora, embora com bases comuns, porque somos povos diferentes, o brasileiro é mais emocional e menos racional, enquanto outros povos são mais razão e menos emoção! 

Vivamos o BDSM com responsabilidade e consensualidade!

Marcelo Santos